11 de maio de 2016

‘Fassade, K.S. Broetto’ – Embarque nessa viagem rumo ao desconhecido



Olá!
Um abraço meu e um carinho meu para vocês! Esperam que estejam bem, fazendo boas leituras e se dando a oportunidade de ler coisas diferentes e saber das novidades, principalmente sobre o cenário literário do nosso país. E é sobre um livro nacional, de publicação independente – um trabalho lindo para ninguém colocar defeito – que vou “falar” para vocês hoje.

Conheçam Fassade, da K.S. Broetto.
Conheci esse livro no Instagram, numa de minhas pesquisas de novidades na rede. Inicialmente não pareceu o gênero que gosto de ler, no entanto a premissa e a sinopse me deixaram bem intrigado. E posso falar? Não me arrependi de ter lido em momento algum.
Em um mundo cheio de aparências e mentiras, na Inglaterra da Era Vitoriana, vamos conhecer Siegfried, “o pirata”, um homem “aventureiro” e “destemido”, e Johan Wells, um misterioso mercenário, que precisa cumprir uma missão. Quando um encontro inesperado une os dois, eles partem numa jornada cheia de mistérios, coincidências e descobertas. Quem é Siegfried? Quem é Johan? Quem serão eles depois de tudo? Que segredos existem nesse baú chamado Fassade? Você embarcaria nesta viagem rumo ao desconhecido?

Fassade foi escrito por K.S. Broetto e publicado em 2015. O trabalho da autora é independente, mas se engana quem pensa que é um trabalho raso. A impressão, a diagramação e a arte da capa não perde em nada para os livros publicados pelas grandes editoras. E não é só na edição, que Fassade ganha mérito.

A narrativa de Broetto é das mais agradáveis e o enredo que a autora criou é digno de aplausos, principalmente porque o cenário dialoga perfeitamente e carrega você para dentro da história, que também abre espaço para seres míticos, como fadas, gnomos e sereias. A representação do pirata, Sigfried, e sua personalidade machista e grotesca está marcada no livro, mas a autora deu um pouco mais de carisma e doçura a ele, que pode facilmente tornar-se o seu personagem predileto. Um homem atraente, sexy, charmoso, viril, e por que não sentimental e gentil também?

Quanto a Johan Wells, é um completo mistério. O personagem não diz de onde veio, não revela o que faz e vive de disfarces. Mas ao contrário do pirata, não é carismático e apresenta uma frieza na personalidade, inicialmente. É na história de vida desse personagem que você encontra uma grande interrogação e uma referência a algumas obras da literatura, uma delas nacionais.

O livro tem romance sim, e é quente, do tipo avassalador. Mas não é hot, embora você se depare com alguma cena mais sexy e uma descrição um tanto ousada. É o tipo de história que se encaixa perfeitamente no gênero New Adult, mais conhecido como NA.
Ainda sobre o enredo, embora ele tenha sido construído de maneira impecável, com uma linguagem fácil e agradável de ser lida, a autora facilitou demais os pontos logo no início, o que fez do desfecho algo previsível.

Ainda que o foco não tenha sido o mistério acerca do romance, que está presente na narrativa e que tem as referências de histórias famosas – o que eu já citei anteriormente -, a construção dos fatos e acontecimentos faz com que de alguma forma o leitor tenha um olhar mais apurado para aquilo que não deveria ser tão destacado. Qualquer fato parecido com um acontecimento de um livro canônico ou um filme de sucesso presente numa narrativa, a consequência é que o leitor assimile esse acontecimento e dê uma atenção maior ao que, às vezes, nem importa tanto naquele texto. No entanto, ainda assim a obra não perde a elegância.

Tendo como inspiração para a construção da história a música de mesmo nome, da banda alemã Lacrimosa, Fassade é um livro que dialoga com o leitor sobre as mazelas de uma sociedade hipócrita, de pessoas que se escondem por detrás de grandes fachadas para conseguirem o que quer.

Leiam e descubram os segredos que existem nesse baú chamado Fassade.

Acesse www.ksbroetto.com e saiba mais sobre o livro. Lá você também pode adquirir seu exemplar por um preço ótimo, disponível também no formato digital.

PS: Não esqueça de participar do concurso cultural, em comemoração aos 9 anos do Vida & Letras. |CLIQUE| e participe. Venha comemorar comigo.

Um Bju,
um carinho e até logo.

Diih

9 de maio de 2016

9 Anos de Vida & Letras + Concurso Cultural ♥



Olá, PESSOAS QUERIDAS!
Bom Dia, feliz Segunda-feira! E a semana começa realmente feliz por aqui, com comemoração e gratidão. Há nove anos nascia um filho meu, um lugar simples, poético, que abrigava meus poemas mais tristes e aqueles textos mais bobos; o lugar onde até hoje chamo de meu cantinho, meu mundo paralelo, um mundo tão meu, tão eu, que cabe em minha mão.


Eu tinha apenas 17 anos, um coração solitário e um caderno de poesias. Sensibilidade nunca me faltou, vontade de escrever também não. Mas eu não queria que ninguém tivesse contato com meus escritos porque representava o lado pessoal e cheio de segredos da minha vida, meu coração pulsava em cada linha escrita. Ciumento que sou queria que ninguém tivesse acesso aos textos. Mas também posso dizer que fui ingênuo quando decidi tirar do papel todos os meus sentimentos e guarda-los na rede – eu acreditava mesmo que ninguém encontraria o blog.

Mas alguém, em algum lugar desse mundo, um dia encontrou minha poesia intitulada “Ao meio” e me deixou um comentário tão lindo, e em seguida me pediu mais, porque o que eu escrevi traduzia o estado de espírito dele também naquele momento. E foi nesse momento que o Vida & Letras deixou de ser um abrigo só meu e abriu as portas para que as palavras pudessem sair por aí e pudessem conhecer novos lares. É importante dividir sentimentos bons, hoje eu sei; é justo espalhar palavras quando são escritas com amor. E é com esse propósito que venho alimentando esse “lugar” todos os anos, desde maio de 2007.

Uma das principais e maiores exigências que faço a mim mesmo é que o Vida & Letras tenha a minha cara porque só assim, com minha personalidade impregnada nele – através de textos, modo de escrever e me comunicar – é que passarei verdade para quem lê e acho que consigo dar conta. Porque tudo o que faço aqui eu faço com amor para mim primeiramente, para me realizar, e depois para o meu amigo leitor, que partilha dos mesmos sentimentos por bons livros ou pelo poder da palavra.

Peço desculpas por falar tanto de mim, do que quero, do que gosto. Mas eu sou parte disso aqui e isso aqui faz parte de mim. Somos um só, entregues a vocês, amigos que sempre me acompanham, de perto ou de longe, assíduos ou esporádicos. Me sinto muito agradecido () por ter algo que me faz sentir feliz e realizado. Pode parecer pouco, mas eu me realizo aqui. E eu gostaria de agradecer a todas as pessoas que me deixam uma mensagem de carinho e de apoio sempre – aqui ou no instagram. Espero poder celebrar os 10 anos com vocês ano que vem.

Mas assim como toda festa de aniversário tem bolo, toda comemoração para um blogger tem livros e promoção. Então vamos ao que interessa!


Para comemorar os 9 anos do Blog junto com vocês, achei justo apostar num concurso cultural, em que várias coisas que amo e que estão constantemente presente aqui pudessem se unir e transformarem-se numa coisa só. O texto, a fotografia, o livro e o amor são elementos essenciais para esse concurso, que decidi chamar de LIVROS EM QUALQUER LUGAR.


 A Regra é usar a imaginação! O participante deve escolher o(s) livro(s) que mais ama na vida e tirar uma foto dele(s) ou com ele(s) em algum lugar inusitado. Pode ser no meio da cidade, dentro de uma biblioteca, no campo... Enfim, em qualquer lugar. O critério para a escolha da fotografia será primeiramente a criatividade e depois o capricho com a qual a fotografia foi feita.

O concurso começa hoje e vai até o dia 30 de maio, com resultado divulgado no dia 01 de junho.

Você deve enviar a foto com seu nome completo para o e-mail: vidaeletras@gmail.com e no assunto escrever CONCURSO CULTURAL DE ANIVERSÁRIO. Cada um tem direito a enviar até três fotos e a jurada será minha mãe linda. Ela irá escolher as duas melhores fotos, que serão colocadas para votação no Instagram (e não é a foto com maior curtida que leva o prêmio, no dia a votação explicarei melhor). Quem ganhar em primeiro lugar levará um kit com 5 livros + marcadores para casa e quem ficar em segundo lugar ganha um livro + brindes.  
As fotos podem ser enviadas até o dia 29 de maio.

Por favor, deixem nessa postagem um aviso de que está participando, tá bom? E, ah! Aceito parabéns também. ==

Conto com vocês para participar dessa festa junto comigo? Aguardo desde já ansioso para ver as fotografias de vocês. E fiquem de olho porque no instagram, toda semana terá uma promoção também.

Um muito obrigado às editoras parceiras do blog – a Seguinte e a Galera - por participarem dessa comemoração  e por acreditarem no meu trabalho e me escolher para fazer parte do grupo de parceiros. E um muito obrigado também à Editora Gutenberg por também contribuir com os festejos dessa festa.

Um B-jão e até já.
Com carinho, Diih.


8 de maio de 2016

‘Como ser Solteira’, Liz Tuccillo, para ler e assistir



Olá, vocês!
Olá meninas! Solteiras por opção ou não, para você que está tentando se encontrar um espaço só seu agora, que está sentindo a necessidade de encontrar um norte na vida porque acabou de sair de uma relação de longas datas ou de uma relação de poucos meses. Não importa! Esse é um livro que, de alguma forma irá mostrar a você que ser solteira não é como chegar ao fim do mundo.

O livro é da autora Liz Tuccillo, foi publicado pela primeira vez em 2010 e republicado este ano também pela Editora Record, com uma capa diferente, que se aproxima mais do filme – lançado no inicio deste ano. 

 ***
Uma vez uma das minhas cantoras prediletas da vida (Shania Twain), perguntou numa canção se “existe vida após o amor” e eu posso dizer que de alguma forma esse livro consegue confirmar isso. E é através da narrativa de várias mulheres, em várias etapas da vida de solteira, que vamos perceber isso.

Julie tem trinta e poucos anos, mora em Nova Iorque e é solteira. Ela trabalha divulgando livros de autoajuda, que fazem o maior sucesso - mesmo ela não entendendo por que. Mas, seu dia tem uma drástica mudança, quando uma de suas amigas, Georgia, te liga aos prantos dizendo que irá se matar se Julie não a levasse pra uma noitada com suas outras amigas, simplesmente porque descobriu que o marido a trocou por uma professora de samba, que tem metade de sua idade. Triste, perdida e com filhos ela não sabe o que fazer. Sem muitas opções, Julie faz o que a amiga pede e convoca mais três amigas para se divertir numa noitada toda para Georgia.

Alice, uma talentosa defensora pública, joga tudo para o alto e converte seu tempo a procurar o homem perfeito. Alegre, divertida e determinada, não costuma desistir fácil do que quer.

Serena é uma mulher excêntrica e depois de passar bons tempos cozinhando carne e bebendo – ela trabalhava na casa de um ator famoso -, decide largar tudo e tornar se SWAMI (hindu) com direito a raspar cabelo e virar celibatária.

Ruby é a típica amiga depressiva, que não consegue sair de relacionamento sem cair na mais profunda depressão. O mais recente pesadelo de Ruby foi a morte de Ralf, seu gato, que morreu de insuficiência renal crônica em felinos.

Finalmente a grande noite acontece, no entanto não sai como elas planejaram. Sendo assim, Julie decide escrever um livro sobre o que aconteceu na noite desastrosa e vende a ideia para sua chefa e com o dinheiro adiantado faz uma viagem pelo mundo, em busca do autoconhecimento.

Narrado em primeira pessoa, temos um chick lit todo voltado para a vida de mulheres solteiras, com a proposta de mostrar que uma pessoa pode se sentir sozinha sim, pode sentir falta de seu relacionamento sim, mas que o mundo não para porque a relação acabou e que nesse espaço que se abriu há muito a ser descoberto não só sobre você mesmo, como também sobre o que acontece à sua volta. Dito isto, deixo claro que esse não é um livro de auto-ajuda, mas funciona como um “reflita sobre isso”. Por exemplo, é preciso mesmo essa busca incessante por uma pessoa que preencha o espaço que está vazio na nossa vida?


Apesar de gostar de histórias que falam sobre relacionamentos e de pessoas que buscam se encontrar após o fim de uma relação, eu tenho que dizer que achei o enredo um pouco cansativo e chato em alguns momentos. Não acho que um livro com tantos personagens e histórias diferentes – mesmo que elas se liguem depois - esteja escape de se tornar maçante em algum momento. E sinto dizer que esse não é uma exceção. Se ao menos a autora compensasse na personagem principal, as coisas pudessem melhorar, mas isso não aconteceu.

Não falta humor para rir ou situações para querer viver; não falta aquele personagem familiar, aquela amiga, estilo “miga sua loka” também. Como ser solteira é um livro que conta com uma narrativa leve e agradável, apesar do ponto negativo que citei.


Como ser solteira foi adaptado para os telões e estreou em fevereiro deste ano aqui no Brasil. Quem dirigiu o filme foi Christian Ditter, diretor de Simplesmente acontece (Love, Rose), e traz no elenco Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza), Alison Brie (Mad Men), Rebel Wilson (Missão Madrinha de Casamento), Leslie Mann (Mulheres ao Ataque).

Sinceramente o filme me chamou mais a atenção do que o livro e são muito diferentes um do outro. No filme a protagonista é a Alice (Dakotah Johnson), uma mulher jovem que viveu um relacionamento desde muito cedo com um rapaz que conheceu na escola. Durante toda a vida Alice não conheceu ou se envolveu com outros caras. Um dia ela decide que precisa de um tempo para saber como lidar com a crise que dois estavam vivendo. Decidida a morar com a irmã nesse tempo, Alice começa a descobrir o mundo, sozinha.

 Ao mesmo tempo em que me mostrou um clichê, que sempre existe nas comédias românticas, com mulheres solteiras caindo numa noitada, bebendo e tentando descobrir o que deu errado na relação, o filme me surpreendeu com um final inesperado. Além disso, fiquei encantado com a fotografia e a trilha sonora do filme.

Se você já leu me conte o que achou e se ainda não leu eu indico o livro como uma leitura leve e cheia de reflexão acerca de um relacionamento com o outro e consigo mesmo.

Bjão,
Diih.


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